Tablet PC HP Pavilion com Ubuntu Intrepid amd64
Finalmente resolvi comprar um portátil para mim e deixar definitivamente meu notebook Acer com meu filho. O que a muito tempo queria era um portátil com tela pequena e leve para carregar. A maioria dos notebooks com tela de 12 polegadas são bem caros, mas depois de muito procurar, acabei encontrando este tablet pc na Alternate, aqui da Espanha.
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HP Pavilion tx2620es
LCD de 12,1″, AMD Turion™ X2 Ultra Dual-Core ZM-82 2,2 Ghz, HD Sata 250 GB, 3 GB de Ram. Para maiores detalhes veja aqui. |
Como nem tudo é perfeito :-), o sistema operacional que vem instalado é o Windows Vista Home Premium, mas como já comprei pensando em utilizar o Ubuntu, fui atrás de ver como configurar as várias funcionalidades, principalmente o tablet e a tela sensível a toque, além dos recursos multimídia.
Como no site da HP não há drivers disponíveis para Linux, tive que procurar as informaçoes na web e acabei encontrando este site em espanhol com um conjunto de dicas para configurar o HP TX2532la com o Ubuntu.
A partir deste post eu apresento algumas dicas da instalação e da configuração na versão 64 bits do Ubuntu desktop, gerando uma fonte de consulta também em português e revisando os passos apresentados pelos companheiros do site espanhol, nesta versão.
Instalando
Para evitar a perca de garantia e eventualmente utilizar um ou outro programa, resolvi refazer o particionamento do HD preservando a instalação do Windows. Para isso, fiz o seguinte:
-
A partir do utilitário da HP que vem com o Windows, gerei os DVD’s (02) de recuperação do Windows;
-
Depois atualizei o antivírus e o sistema, gerei um snapshop e desinstalei uma série de programas (MS Office (trial), Works, AOL Toolbars, etc.);
- Em seguida instalei o OpenOffice e alguns programas do Goolgle Pack;
-
Gerei um CD com o Knoppix e inicializei o sistema com ele;
-
Utilizei o GParted para deletar a partição de recuperação e assim aproveitar os 8GB da mesma;
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Depois reduzi a partição do Windows para 75 GB (75.162 MB)
- Atenção: não de preocupe porque o processo de redimensionamento da partição é demorado mesmo.
-
Criei uma partição NTFS de 25 GB para manter meus arquivos multimídia de modo a poder ler no Windows ou Linux.
- Reiniciei com o Windows e pus o nome desta partição de compartida.
Para instalar o Ubuntu, baixei a ISO da versão desktop 64 bits aqui e gravei em um DVD, pois assim se evita um erro de leitura comum em algumas gravadoras quando se gera um CD, e segui o processo normal de instalação que é muito simples.
Detalhes do particionamento
Como meu objetivo é utilizar o portátil para programar principalmente em Ruby on Rails, JRuby e Java, e poder testar várias outras ferramentas de programação, sistema operacionais e testes de administração de sistemas, fiz um particionamento que visa gravar meus projetos de sistemas na partição /home e as máquinas virtuais na partição /VMs.
A partição /home foi formatada com Raiserfs, que é melhor para trabalhar com os pequenos arquivos de programas e documentos, /VMs foi formatada com o XFS, que é bastante seguro e eficiente para os grandes arquivos das máquinas virtuais, a /tmp ficou em ext2, já que não necessita de recuperação do journaling e as demais partiçoes com o bom e velho ext3. Vejam os detalhes na tabela a seguir:
|
Partição |
Tamanho |
Sistema de Arquivo |
Unidade |
Tipo |
| C: |
75.162 MB |
NTFS |
sda1 |
primária |
| D: |
26.847 MB |
NTFS |
sda2 |
primária |
| / |
5.116 MB |
ext3 |
sda3 |
primária |
| /usr |
10.240 MB |
ext3 |
sda5 |
lógica |
| /var |
5.120 MB |
ext3 |
sda6 |
lógica |
| /tmp |
2.048 MB |
ext2 |
sda7 |
lógica |
| /swap |
5.116 MB |
swap linux |
sda8 |
lógica |
| /home |
20.480 MB |
raiserfs |
sda9 |
lógica |
| /VMs |
99.928 Mb |
xfs |
sda10 |
lógica |
Por fim, a opção que fiz pela versão 64 bits é para ver se melhora a performance das máquinas virtuais do VirtualBox e das IDE’s Java, e também testar a compatibilidade da mesma com os diversos programas e drivers que necessitamos no dia-a-dia…
Na verdade, é por pura curiosidade e diversão!

[…] Este é o primeiro post dos que estou escrevendo no meu blog para compartilhar as informações e experiências que venho obtendo.” […]
Legal, só a partição de swap com 5Gb acho que foi overkill, ainda mais para um sistema com 3Gb de RAM. Nunca coloquei mais de 1Gb para swap, mesmo em sistemas com menos memória.
PS: seu sistema de comentários detecta emails com sinal de ” ” no meio como inválidos, quando na verdade não são.
@LKRaider,
Eu tenho uma máquina desktop de 3 núcleos da AMD com 4GB de RAM 800MHz (pretendo comprar mais dois pentes de 2GB para ficar com 8GB). Mesmo com tudo isso de memória RAM, de vez em quando, ainda vejo o sistema utilizando mais de 2GB de SWAP (Sim! Eu tenho muita coisa aberta para meu trabalho em desenvolvimento e programação em Linux). O que tenho a dizer com isso? Não me arrependo nem um pouco em ter gasto 8GB (isso mesmo que você leu! 8GB!!) do meu disco rígido de 500GB com a criação de uma partição SWAP. Acredito que quando tiver mais memória RAM, vou poder trabalhar com muito mais janelas abertas (realmente eu preciso disso) e muitos processos rodando em background. Aí talvez, o consumo da SWAP diminua. Mas eu não podia me arriscar a criar uma partição SWAP diminuta (1GB é pequena demais pra mim). Ainda mais para o uso a que destinei meu computador.
Essa história que, hoje em dia, uma máquina com pelo menos 1GB de RAM não precisa nem de SWAP, só é verdade para usuários iniciantes que estão migrando do Windows para o Linux e não vão fazer muito uso do seu novo sistema operacional (provavelmente vão ficar só com os 0.5% de uso. I. é, apenas o de sempre: “editor de textos”, “música” e “Internet”).
Agora, quando realmente se precisa de toda a capacidade da máquina, você invariavelmente precisará utilizar (e muito) a SWAP.
@LKRaider e Rodrigo, obrigado pelos comentários.
Quanto à swap, resolvi deixá-la maior que o normalmente recomendado para verificar a utilização.
Como estou utilizando muitas máquinas virtuais do Virtual Box, que utilizam arquivos grandes, creio que se torna válido ter um bom swap.
Vou procurar identificar o máximo utilizado, para revisar o tamnaho das partições na próxima instalação do Ubuntu. Reinstalar minha máquina é um costume que tenho quando sai novas versões.
Abraços.